Webradios

A partir de 1998, foram criadas, no Brasil, emissoras de rádio com existência apenas na internet, que denominamos de webradios. 

Por webradio entende-se a emissora radiofônica que pode ser acessada por meio de uma URL (Uniform Resource Locator), um endereço na internet, não mais por uma freqüência sintonizada no dial de um aparelho receptor de ondas hertzianas. Quando Meditsch (2001) fala que o fantasma da extinção do rádio ronda nossos estúdios sob a ameaça da internet, é preciso lembrar que a web, certamente, não representa o fim, mas o início de uma nova era, regida pela digitalização. Desta vez com uma nova linguagem, novos signos textuais e imagéticos, novo suporte, novas formas de interação e a presença de gêneros reconfigurados, alguns do velho modo hertziano e outros novos nascidos das modernas tecnologias.

A webradio nasceu quebrando vários paradigmas e o primeiro deles foi o suporte, determinando, a partir daí, diversas rupturas com o velho invento de Marconi, por meio da agregação de elementos textuais e imagéticos. No computador, o rádio passou a ter, além da transmissão sonora, também textos, hipertextos, fotografias, arquivos, vídeos, desenhos, cores. Mas a revolução tecnológica impõe uma árdua tarefa aos  pesquisadores: traçar os limites entre a radiofonia e as outras formas de expressão oral. O triângulo hipotético traçado por Mota e Tome (2005) é um acertado caminho na tentativa de definir o rádio e a TV diante das novas tecnologias. Os autores chegam inclusive a um terceiro modelo – que não é rádio, nem TV – mas que é marcado pela interatividade, plena liberdade de escolha e maior equilíbrio na relação dialógica produtor-consumidor de informações.